A Polícia Federal realizou, nesta quarta e quinta-feira (26/11 e 27/11), a Operação Última Aposta, destinada a desarticular um grupo responsável por manter um site que simulava apostas das loterias da Caixa Econômica Federal de forma ilegal. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, além de bloqueio de contas bancárias e sequestro de imóveis. As medidas foram autorizadas pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) e somam R$ 107 milhões em cautelares patrimoniais.
Os mandados foram executados em São Paulo (SP), Vinhedo (SP), Barueri (SP), Salvador (BA), Lauro de Freitas (BA) e Belo Horizonte (MG), indicando que a estrutura criminosa operava em múltiplos estados.
Durante a investigação, a PF constatou que o grupo controlava uma plataforma que permitia a realização de apostas virtuais de maneira quase idêntica ao ambiente oficial da Caixa, mas sem repassar os valores para a formalização dos jogos legais. Além disso, os investigados cobravam preços acima das tarifas oficiais, alegando oferecer supostas análises estatísticas que aumentariam as chances de acerto — prática que também configurava fraude.
Outro ponto identificado é que os suspeitos utilizavam empresas já investigadas na Operação Harvest, deflagrada em março de 2023, para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita. Segundo a PF, o esquema incluía a criação de contratos fictícios de câmbio para enviar recursos ao exterior, ocultando os verdadeiros responsáveis pelos valores movimentados.
A investigação aponta para crimes como manutenção de instituição financeira clandestina, pirâmide financeira, lavagem de dinheiro e fraudes cambiais.
A Operação Última Aposta é resultado do trabalho conjunto entre a Delegacia da Polícia Federal em Santana do Livramento (RS) e o Grupo de Investigação para Repressão à Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros (LAFIN/RS), reforçando o foco em combater estruturas que lesam apostadores e violam a legislação das loterias federais.





