Gerard Piqué, ex-zagueiro do Barcelona, voltou a chamar atenção ao sugerir uma mudança inovadora no futebol. Durante sua participação no podcast “Bajo Los Palos”, apresentado pelo ex-goleiro Iker Casillas, o espanhol defendeu o fim dos empates sem gols, alegando que partidas terminadas em 0 a 0 não geram entretenimento suficiente para os torcedores, especialmente os mais jovens.
Para Piqué, o futebol precisa evoluir para se tornar mais atrativo e justificar os altos valores cobrados pelos ingressos:
“Não é possível que você vá a um estádio de futebol, gaste € 100, 200 ou 300 e o jogo termine 0 a 0. Algo precisa mudar”, argumentou o ex-jogador.
A ideia do ex-zagueiro é criar incentivos para que os times busquem o gol e tornem o jogo mais dinâmico. Segundo ele, o futebol é um produto que precisa ser divertido e envolvente para manter o interesse dos torcedores, principalmente em um cenário onde o público jovem está cada vez mais conectado a dispositivos eletrônicos.
“O futebol tem que ser atrativo para que os jovens não fiquem no celular ou no iPad durante a partida”, explicou Piqué.
Piqué sugeriu que, caso uma partida termine sem gols, ambas as equipes não recebam pontos na tabela. “Uma proposta a ser considerada seria que, se a partida terminasse 0 a 0, os times marcariam zero pontos. Aos 70 minutos, os jogos iriam se abrir”, afirmou, apostando que essa regra estimularia um estilo de jogo mais ofensivo.
Desde que se aposentou dos gramados, Piqué tem se dedicado à inovação na indústria do futebol. Ele é um dos idealizadores da Kings League, uma liga de futebol que mistura elementos do esporte tradicional com regras diferenciadas para atrair o público jovem. O sucesso do torneio é evidente, e a Kings World Cup Nations, realizada em janeiro, teve o Brasil como campeão, com a transmissão da CazéTV alcançando 6 milhões de espectadores e liderando a audiência global do evento.
A proposta do ex-zagueiro gerou grande repercussão no meio esportivo e pode abrir espaço para discussões sobre mudanças nas regras do futebol. Enquanto isso, torcedores e especialistas seguem debatendo se o esporte precisa ou não de adaptações para acompanhar as novas gerações.






