A CAIXA Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa crescimento de 25,4% em comparação com o quarto trimestre de 2025. Já o lucro líquido contábil alcançou o mesmo valor, com avanço de 38,5% no comparativo trimestral.
Os números confirmam o fortalecimento operacional do banco estatal em um cenário de expansão do crédito, aumento das receitas financeiras e crescimento da demanda por financiamentos imobiliários. A instituição também manteve indicadores sólidos de capitalização e inadimplência controlada, reforçando sua posição como principal agente financeiro de políticas públicas no país.
A margem financeira da CAIXA somou R$ 18,3 bilhões entre janeiro e março de 2026, crescimento de 11,8% frente ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço das receitas com operações de crédito, especialmente no setor imobiliário, segmento em que o banco continua absoluto no mercado brasileiro.
A carteira total de crédito da instituição atingiu R$ 1,410 trilhão ao final de março, alta de 11,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O volume representa participação de 19,5% em todo o mercado nacional de crédito.
O financiamento imobiliário segue como principal motor da expansão da CAIXA. A carteira do setor alcançou R$ 966,2 bilhões, registrando crescimento anual de 13,9%. O banco mantém liderança histórica no segmento, concentrando cerca de 68% do mercado de crédito habitacional do país.
O desempenho acompanha o aumento da procura por imóveis financiados e programas habitacionais ligados ao governo federal, além do crescimento do crédito voltado para aquisição da casa própria pela classe média. A instituição também segue como principal operadora do Minha Casa Minha Vida e de linhas de financiamento subsidiadas.
No crédito comercial para pessoas físicas, a carteira chegou a R$ 154,9 bilhões, crescimento de 10,4%. O consignado continua sendo a principal modalidade, com saldo de R$ 114,2 bilhões, equivalente a quase 74% da carteira PF comercial.
Já as operações para pessoas jurídicas totalizaram R$ 114,3 bilhões, alta de 8,8% em 12 meses. O banco também destacou crescimento nas operações de crédito ao trabalhador, que encerraram o trimestre com saldo de R$ 5,1 bilhões.
Outros setores estratégicos também apresentaram evolução. A carteira de infraestrutura e saneamento atingiu R$ 109,8 bilhões, enquanto o agronegócio somou R$ 64,9 bilhões em saldo financiado.
As contratações totais de crédito chegaram a R$ 179,4 bilhões no trimestre, crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período de 2025. Somente o crédito imobiliário respondeu por R$ 64,2 bilhões em novas operações, alta de 30,6%.
No segmento de sustentabilidade, a CAIXA informou possuir a maior carteira de finanças sustentáveis do mercado brasileiro. O volume atingiu R$ 886,1 bilhões ao final de março de 2026, refletindo a ampliação de operações alinhadas a critérios ambientais, sociais e de governança corporativa.
As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 7,4 bilhões no trimestre, avanço de 12,5% em relação ao ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos serviços de governo, cartões, administração de fundos e operações digitais.
Mesmo com expansão da carteira, o banco conseguiu manter controle sobre a inadimplência. O índice encerrou março em 3,71%, enquanto 91% das operações permanecem classificadas em níveis de menor risco.
Outro indicador acompanhado de perto pelo mercado é a estrutura de funding da instituição. O saldo total atingiu R$ 2,034 trilhões, crescimento de 13,7% em 12 meses. A poupança continua sendo um dos pilares da captação, com saldo de R$ 392,4 bilhões e participação de 39,2% no mercado nacional.
A eficiência operacional também apresentou melhora. O índice recorrente caiu para 53,3%, redução de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Além disso, a CAIXA encerrou o trimestre mantendo forte posição de capital. O Índice de Basileia ficou em 15,1%, acima das exigências regulatórias do Banco Central, demonstrando capacidade para sustentar crescimento das operações e expansão do crédito nos próximos períodos.
Com presença em praticamente todos os municípios brasileiros, a CAIXA segue desempenhando papel estratégico tanto no financiamento habitacional quanto na execução de políticas públicas, distribuição de benefícios sociais, crédito para infraestrutura e programas de desenvolvimento econômico.
O resultado do primeiro trimestre reforça o posicionamento do banco como uma das instituições financeiras mais relevantes da América Latina, combinando rentabilidade, escala operacional e forte atuação pública em setores considerados essenciais para a economia brasileira.





